Objectivos

A APR empenha-se numa permanente monitorização das políticas para o cinema e na luta pela existência de um espaço autoral em Portugal, em prol de uma cinematografia rica, diversa, livre e independente dos poderes político e económico.

 

Nos seus quinze anos de existência, a associação tem combatido convictamente todas as formas de ameaça à liberdade artística, com a consciência histórica de que esta luta acompanhou a vida e a obra dos mais diversos realizadores portugueses.

 

Temos vivido tempos conturbados e de grande mudança ao nível das políticas culturais. Após o ano de 2012, no qual foram suspendidos todos os apoios ao cinema, entrou em vigor uma nova lei que colocou em causa a forma independente de fazer cinema em Portugal. E nem a tão esperada criação de um Ministério da Cultura deu a resposta adequada às nossas reivindicações. A diversidade de olhares que tão excecionalmente caracteriza o cinema português, continua a ser ameaçada por um conjunto de agentes que, em articulação promíscua com o poder público, tentam dominar a concepção e aplicação de políticas e os já restritos espaços de produção, distribuição e exibição cinematográficos. Este é pois um momento crucial, que exige uma posição firme e concertada da APR na arena pública.

 

A oposição ao decreto-lei que permite a intervenção de interesses privados na nomeação dos júris dos concursos do ICA, a defesa dos direitos dos realizadores na discussão sobre os regulamentos dos concursos, o necessário acréscimo de apoios à produção de filmes, nomeadamente de primeiras obras, continuam a ser as grandes lutas da APR.

 

Face a estas exigências, a associação tem repensado a sua estratégia e a sua acção: fortalecemos laços internos e abrimos a associação a novos realizadores, tornando-a mais porosa às diversas maneiras de fazer cinema e avivando o debate entre todas as gerações do cinema português. Ao mesmo tempo, reforçamos a presença da associação junto da comunidade cinematográfica nacional e internacional, da qual temos recebido uma intensa solidariedade e compreensão neste momento tão complexo da política cultural em Portugal. Demos passos concretos no sentido de promover a relação do público português com os filmes dos nossos associados e reforçamos a visibilidade internacional do cinema português, através da organização da ACID TRIP PORTUGAL, durante o festival de Cannes de 2018, e o lançamento de um novo site e de uma publicação sobre a APR.